20 Dicas de como se vestir bem e com estilo

Se você quer descobrir como se vestir bem sem precisar ter um guarda-roupa cheio de roupas caras, a primeira coisa que precisa saber é que estilo não tem tanto a ver com dinheiro quanto parece.

Muitas vezes, o segredo está em conhecer melhor o seu corpo, entender o seu estilo e aprender a combinar as roupas que você já tem.

Afinal, quem nunca abriu um guarda-roupa lotado e pensou: “Não tenho nada para vestir”?

Isso geralmente acontece porque compramos peças bonitas separadamente, mas que nem sempre funcionam juntas. Ou porque seguimos tendências que pareciam incríveis na loja, mas que depois não combinavam tanto com a nossa vida.

A boa notícia é que se vestir bem e com estilo é algo que podemos aprender.

Com algumas escolhas mais conscientes, você consegue aproveitar melhor suas roupas, montar looks com mais facilidade e até comprar menos — mas comprar melhor.

Por isso, reuni 20 dicas simples e práticas para se vestir bem, ter mais estilo e fazer o seu guarda-roupa trabalhar a seu favor.

1. Descubra seu estilo

Antes de pensar no que está na moda, pense no que você gosta.

Quando você se olha no espelho, como gostaria de se sentir?

Mais elegante? Moderna? Feminina? Básica? Sofisticada? Despojada?

Não existe resposta certa.

O importante é começar a perceber quais roupas fazem você se sentir bonita e confortável.

Uma dica simples é observar aquelas peças que você veste e pensa: “Nossa, hoje eu gostei de mim.”

Preste atenção nelas.

Pode ser que você descubra que gosta mais de roupas estruturadas, de vestidos, de jeans com camisa, de looks neutros ou até de peças mais coloridas.

Aos poucos, seu estilo começa a aparecer.

2. Seja autêntica

Sabe aquela tendência que fica linda nas outras pessoas, mas você experimenta e não se sente bem?

Pode deixar passar.

Estar na moda e estar bem-vestida são coisas diferentes.

Antes de comprar, experimente e se pergunte:

“Eu realmente usaria isso?”

E mais importante: “Eu me sinto bem assim?”

Essa pergunta simples evita muitas daquelas compras que ficam meses no armário ainda com etiqueta.

Tendências podem deixar nossos looks mais interessantes, claro. Mas escolha aquelas que combinam com você — e não apenas aquelas que estão aparecendo em todo lugar.

 3 – Priorize o Conforto

Aquela calça que você precisa puxar o tempo todo.

A blusa que fica saindo do lugar.

O sapato maravilhoso que começa a machucar depois de dez minutos.

Não adianta.

É muito difícil se sentir segura quando passamos o tempo inteiro preocupadas com a roupa.

E conforto não significa andar sempre de camiseta larga e tênis.

Uma calça de alfaiataria confortável, uma camisa bem cortada, uma sapatilha bonita, um mocassim ou uma sandália baixa podem deixar o look elegante sem sacrificar o conforto.

Uma roupa bonita precisa funcionar na vida real.

4. Use o Pinterest para descobrir o seu estilo

Busque inspiração em pessoas cujo estilo você admire, sejam celebridades, amigas  ou colegas de trabalho. Liste aquelas que você considera sempre bem-vestidas, e isso ajudará a identificar suas preferências à medida que desenvolve seu próprio estilo.

Use plataformas como o Pinterest para criar uma coleção de imagens que reflitam o estilo que você deseja alcançar. Isso proporcionará um guia visual para ajudá-la a construir sua imagem pessoal.

Crie uma pasta chamada, por exemplo:

“Looks que eu usaria” ou “Looks para me inspirar”

E comece a salvar.Salve apenas aquilo que você realmente usaria, não simplesmente uma foto bonita.

Depois de um tempo, abra a pasta e observe.

Talvez apareçam várias camisas brancas. Muito jeans. Looks em bege, preto e branco. Vestidos soltinhos. Tênis. Alfaiataria. Pronto.

Você acabou de encontrar várias pistas do seu estilo sem precisar fazer nenhum teste complicado.

5. Conheça melhor seu guarda-roupa

Sabe quando você abre o guarda-roupa, olha para um monte de roupas e mesmo assim pensa: “Não tenho nada para vestir”?

Muitas vezes não é falta de roupa. O problema é que algumas peças não combinam com o restante do armário, outras já não vestem tão bem e várias estão ali há meses sem serem usadas.

Antes de comprar mais, vale descobrir o que realmente funciona para você.

Comece pelas roupas que você mais usa no dia a dia. Aquele jeans que sempre veste bem, a camisa que combina com quase tudo, a camiseta que salva quando você está com pressa, o vestido que não exige muito esforço para ficar bonito.

Observe o que essas peças têm em comum.

Pode ser o corte, o tecido, as cores ou simplesmente a facilidade para combinar. Essas informações ajudam muito a entender seu estilo e, principalmente, a evitar compras erradas.

Separe o que você usa do que apenas ocupa espaço

Não precisa esvaziar o guarda-roupa inteiro de uma vez. Escolha uma categoria por vez — blusas, calças, vestidos, saias — e analise cada peça.

Pergunte:

Eu usei essa roupa nos últimos meses?

Ela ainda veste bem?

Eu me sinto bonita quando uso?

Tenho pelo menos duas ou três maneiras de combiná-la?

Se eu visse essa peça hoje em uma loja, compraria novamente?

Essa última pergunta costuma ser reveladora.

Algumas roupas continuam no armário simplesmente porque já estão lá. Não porque ainda gostamos delas.

Separe então as peças em três grupos: as que você usa bastante, as que gosta mas quase nunca usa e aquelas que já não fazem mais sentido para você.

E não tenha pressa para se desfazer do segundo grupo.

Às vezes existe uma ótima roupa ali que só precisa de um pequeno ajuste ou da combinação certa.

Uma calça de alfaiataria esquecida, por exemplo, pode voltar a ser usada quando você percebe que ela combina perfeitamente com uma camiseta básica e um tênis. Um vestido pode ganhar outra cara com um cinto. Um blazer parado pode funcionar muito bem com o jeans que você já usa toda semana.

A ideia é enxergar novas possibilidades antes de comprar mais.

Faça o teste do cabide invertido

Se você não consegue identificar quais roupas realmente usa, existe um truque muito simples.

Vire todos os cabides do guarda-roupa para o mesmo lado.

Sempre que usar uma peça, ao guardá-la novamente coloque o cabide virado para o lado contrário.

Depois de alguns meses, basta abrir o armário para enxergar quais roupas foram usadas e quais continuam exatamente no mesmo lugar.

Claro que não precisamos aplicar essa regra a tudo. Um vestido de festa, um casaco pesado ou uma roupa para uma ocasião específica naturalmente serão usados com menos frequência.

O objetivo não é ter o menor número possível de roupas.

É ter um guarda-roupa no qual a maior parte das peças faça sentido para a sua vida.

Faça uma lista antes da próxima compra

Depois dessa revisão, anote o que realmente está faltando.

Talvez você perceba que não precisa de mais uma calça, mas de uma boa camiseta para combinar com as três que já possui.

Ou que tem várias blusas bonitas, mas falta um sapato neutro que funcione com todas elas.

Essa pequena lista muda completamente a maneira de comprar.

Em vez de entrar em uma loja pensando “vou ver se encontro alguma coisa bonita”, você começa a procurar aquilo que realmente vai multiplicar as combinações que já existem no seu armário.

E aí, sim, uma roupa nova deixa de ser apenas mais uma peça e passa a trabalhar a favor do seu guarda-roupa.

6. Tire do armário o que já não combina com você

Depois de descobrir o que você realmente usa, chega a hora de olhar para aquelas peças que continuam no guarda-roupa, mas já não fazem muito sentido.

E isso acontece com todo mundo.

Nosso corpo muda, nossa rotina muda e o nosso gosto também. Uma roupa que você adorava há alguns anos pode simplesmente não representar mais quem você é hoje.

Não precisa fazer uma limpa radical. Comece pelas peças que você já sabe que não usa porque não gosta mais, não servem ou não fazem você se sentir bem.

As que estiverem em bom estado podem ser doadas ou vendidas. E aquelas sobre as quais você ainda tem dúvida podem ficar separadas por um tempo.

O objetivo não é ter poucas roupas. É conseguir abrir o armário e encontrar mais coisas que você realmente gostaria de vestir.

7. Aprenda a valorizar o seu corpo

Durante muito tempo, falar de estilo significava tentar encaixar o corpo feminino em formatos: ampulheta, triângulo, retângulo, oval…

Conhecer suas proporções pode ajudar, claro. Mas você não precisa seguir uma lista de “pode” e “não pode”.

Muito mais importante é perceber quais cortes fazem você se sentir bonita.

Experimente modelos diferentes.

Talvez você goste mais de calças de cintura alta. Talvez prefira vestidos que marquem a cintura ou justamente aqueles mais soltinhos. Algumas mulheres se sentem maravilhosas com peças oversized; outras preferem roupas mais estruturadas.

Observe também onde a roupa termina, onde cria volume e como o tecido se comporta no corpo.

E não fique presa ao número da etiqueta.

Uma calça 42 de uma marca pode vestir como uma 40 ou 44 de outra. Se precisar experimentar um tamanho maior para conseguir um caimento bonito, experimente.

A roupa precisa servir em você. Você não precisa servir na roupa.

8. Valorize o caimento

Às vezes você olha para uma mulher usando uma roupa aparentemente simples e pensa: “Por que nela parece tão elegante?”

Muitas vezes, a diferença está no caimento.

Uma camiseta básica pode parecer muito mais bonita quando o ombro está no lugar certo. Uma calça de alfaiataria muda completamente quando tem o comprimento adequado. Um blazer fica mais elegante quando não sobra nem repuxa nas costas.

Por isso, ao experimentar uma roupa, não olhe apenas se ela “serviu”.

Mexa os braços. Sente. Caminhe. Olhe de lado e também de costas.

Veja se os botões estão repuxando, se o tecido cria excesso onde não deveria e se a peça acompanha seu corpo com conforto.

E não descarte uma boa roupa apenas porque ela precisa de um pequeno ajuste.

Uma costureira pode transformar uma peça que estava apenas “mais ou menos” em uma roupa que parece ter sido feita para você.

Às vezes, ajustar o que você já possui vale muito mais do que comprar outra peça.

9. Básicos que facilitam a sua vida

Aqui começa uma parte importante: não existe uma lista de roupas que toda mulher seja obrigada a ter.

Mas existem peças que podem facilitar muito a hora de se vestir.

Pense naquelas roupas que funcionam como uma base e permitem criar várias combinações.

Para muitas mulheres, podem ser:

  • uma camiseta de boa qualidade;
  • um jeans que vista muito bem;
  • uma camisa neutra;
  • uma calça de alfaiataria;
  • um blazer ou terceira peça;
  • um vestido fácil de usar;
  • um tênis, sapatilha ou mocassim neutro.

Você não precisa ter todos eles. Escolha de acordo com a sua rotina.

Quem trabalha em um ambiente mais formal provavelmente aproveitará bastante uma boa calça de alfaiataria. Quem passa o dia resolvendo coisas na rua talvez use muito mais um jeans confortável e um bom tênis.

O segredo dos básicos não é serem necessariamente bege, branco ou preto.

É serem aquelas peças que você consegue pegar do armário e combinar com várias outras sem precisar pensar demais.

Na hora de comprar um básico, olhe além do preço

Como essas peças costumam ser muito usadas, vale observar alguns detalhes antes de comprar.

Veja se o tecido é agradável, se a costura parece bem-feita, se a peça fica transparente, se mantém o formato no corpo e, principalmente, se você consegue imaginar pelo menos três looks com ela usando roupas que já possui.

Esse último teste é ótimo.

Se uma peça só funciona quando você começa a pensar em outras três coisas que também precisaria comprar, talvez ela não seja tão versátil assim.

10. Monte looks com antecedência

Essa é uma dica simples que pode acabar com vários minutos perdidos diante do guarda-roupa.

Quando montar um look de que gostou, tire uma foto.

Crie uma pasta no celular chamada “Meus looks” e vá guardando essas combinações.

Pode parecer exagero, mas experimente.

Naquela manhã em que você está atrasada, em vez de começar tudo do zero, abre a pasta, escolhe uma combinação e pronto.

Outra ideia é criar algumas “fórmulas” que funcionem para você.

Por exemplo:

  • jeans + camiseta + blazer + tênis
  • calça de alfaiataria + camisa + sapatilha
  • vestido + cinto + sandália
  • jeans + camisa branca + acessórios

As suas fórmulas podem ser completamente diferentes. O importante é descobrir aquelas combinações que sempre fazem você se sentir bem.

E quando você começa a fazer isso, percebe uma coisa interessante: não precisamos necessariamente de mais roupas. Precisamos aprender a fazer mais combinações com as roupas que temos.

11. Tenha um guarda-roupa versátil

Você provavelmente já ouviu falar em guarda-roupa cápsula.

A ideia não precisa ser levada ao extremo nem significa limitar seu armário a um número exato de peças.

O conceito que vale aproveitar é outro: ter roupas que conversem entre si.

Imagine ter cinco blusas que combinam com três partes de baixo diferentes. Só aí você já consegue criar várias possibilidades sem precisar de um armário enorme.

Antes de comprar uma peça, portanto, olhe para o que você já possui e pense:

“Com quantas roupas do meu armário eu consigo usar isso?”

Quanto mais combinações conseguir imaginar, maior a chance de aquela compra realmente valer a pena.

12. Aprenda o poder da terceira peça

Sabe aquele look de calça e camiseta que está correto, mas parece que falta alguma coisa?

Muitas vezes, uma terceira peça resolve.

Pode ser um blazer, uma camisa usada aberta, um colete, um cardigan ou até uma jaqueta. Você coloca por cima de uma combinação bem simples e o visual parece imediatamente mais elaborado.

Por exemplo, uma camiseta branca com jeans funciona muito bem sozinha. Mas experimente acrescentar um blazer e dobrar um pouco as mangas. O resultado já fica completamente diferente.

E não precisa ser uma produção formal.

Uma camisa de linho aberta sobre uma regata, por exemplo, funciona como terceira peça e deixa o look arrumado sem perder aquele ar leve e casual.

Use o que combina com a sua rotina

Não adianta comprar um blazer estruturado porque ele aparece em todas as listas de “peças essenciais” se você nunca tem ocasião para usá-lo.

Talvez, para a sua vida, uma camisa bonita usada aberta faça muito mais sentido.

Ou um cardigan leve.

Ou uma jaqueta jeans.

A melhor terceira peça é aquela que você realmente consegue usar com várias roupas que já estão no seu armário.

E aqui existe outro truque interessante: quando o look estiver muito básico, antes de pensar “preciso trocar de roupa”, experimente acrescentar uma terceira peça.

Às vezes era só isso que estava faltando.

Um detalhe faz diferença

Também vale prestar atenção em como você usa essa peça.

Dobrar as mangas da camisa ou do blazer, deixar a camisa aberta, colocar apenas a parte da frente da blusa por dentro da calça ou acrescentar um cinto são pequenos detalhes que podem mudar bastante o resultado.

Não é sobre montar uma produção complicada.

É justamente o contrário: aprender alguns truques para fazer roupas simples parecerem mais interessantes.

Essa dica também abre espaço mais adiante para indicarmos um blazer, cardigan ou camisa versátil, sem repetir os produtos que aparecerão nas outras partes do artigo.

13. A Lingerie perfeita

Esse é um detalhe que muita gente só percebe depois que está pronta.

Às vezes a roupa está ótima, mas o sutiã aparece onde não deveria, uma alça insiste em escapar ou uma calcinha cria marcas em um tecido mais fino.

Não significa que precisamos usar cinta ou modelador para esconder o corpo.

A questão é escolher a lingerie de acordo com a roupa e com o conforto que você deseja.

Um vestido com tecido mais delicado pode funcionar melhor com uma lingerie sem costura. Uma blusa com decote diferente pode pedir outro modelo de sutiã. Em determinadas roupas, um protetor de mamilo ou uma fita para decote pode resolver uma situação que parecia complicada.

Alguns acessórios realmente podem salvar um look

Aqui, sim, faz sentido ter algumas soluções guardadas para ocasiões específicas:

Adesivo para Decote: São fitas adesivas dupla face, ideais para deixar o look ou decote no lugar e ainda assim deixá-la confortavelmente e segura com seu look. Se você quer colocar aquela blusa com decote mais profundo, ou aquela alça de sutiã que você não gosta que fica a mostra, as fitas são ideais para esses momentos. Cor nude e tamanho único fica imperceptível por baixo do local aplicado.

Protetor de mamilo: Excelente para quem pode usar blusas sem sutiã.  Ideal para serem usados sob roupas que marcam ou sob sutiãs transparentes. Adesivo de Silicone.

Lingerie sem costura: ajuda quando você quer evitar que a lingerie marque sob tecidos mais finos.

Bermuda Redutora :  Ajuda a modelar seu corpo e reduzir medidas, caso seja necessário, também ajuda na transparência

Fita para bainha: ótima para pequenos ajustes temporários de comprimento.

São produtos pequenos, mas que podem resolver problemas muito específicos.

14. A Clássica Camisa Branca

A camisa branca continua sendo um clássico por um motivo: ela muda de personalidade dependendo da maneira como você usa.

Com uma calça de alfaiataria e um sapato mais arrumado, fica elegante.

Com jeans e tênis, fica casual.

Aberta sobre uma regata ou camiseta, vira uma terceira peça.

Com as mangas dobradas e alguns acessórios, já ganha outra aparência.

Mas não compre uma camisa branca apenas porque alguém disse que “toda mulher precisa ter uma”.

Se fizer sentido para o seu estilo, procure uma que vista realmente bem.

Observe principalmente o tecido, a transparência, o comprimento, os ombros e os botões na região do busto.

Uma camisa simples com bom caimento costuma parecer muito mais elegante do que uma peça cheia de detalhes que não veste tão bem.

15. Encontre o Jeans Perfeito

Mais importante do que ter o “jeans da moda” é encontrar aquele que você veste e pensa:

“Esse ficou bom.”

Reto, wide leg, flare, mom, skinny… não existe um único modelo que funcione para todas.

Experimente.

Observe como ele veste na cintura, no quadril e nas pernas. Sente para verificar se continua confortável. Veja também se o comprimento combina com os sapatos que você costuma usar.

A lavagem também interfere bastante na versatilidade.

Jeans mais escuros e sem muitos detalhes costumam transitar facilmente entre looks casuais e produções um pouco mais arrumadas. Já lavagens claras e modelos diferentes podem trazer um ar mais descontraído.

O melhor jeans não é necessariamente o mais caro.

É aquele que veste bem, combina com várias roupas que você já tem e não fica esquecido no armário.

16. Acerte a bainha da calça

Uma calça pode vestir perfeitamente na cintura e no quadril e, ainda assim, não ficar tão bonita por causa do comprimento.

Isso acontece principalmente com calças de alfaiataria, pantalonas, flare e modelos mais largos.

O ideal é pensar também no sapato que você pretende usar. Uma calça que fica perfeita com salto pode ficar comprida demais com sapatilha ou tênis.

Por isso, quando for fazer a bainha, leve à costureira o tipo de sapato que pretende usar com mais frequência. Assim fica muito mais fácil acertar.

Um truque para usar a mesma calça com sapatos diferentes

Eu gosto de usar algumas das minhas calças de alfaiataria tanto com sapatos baixos quanto com salto. Nesse caso, prefiro manter a bainha original e usar fita para bainha instantânea quando quero diminuir temporariamente o comprimento.

Depois, retiro a fita e a calça volta ao comprimento original.

É uma solução simples, principalmente para aquela calça que você gostaria de usar de maneiras diferentes sem fazer uma alteração definitiva.

No jeans, também gosto de preservar a bainha original sempre que possível, porque aquele acabamento de fábrica faz diferença no resultado.

17. Transforme o look com acessórios

Se você acha que um look está sem graça, nem sempre precisa trocar de roupa.

Experimente colocar um cinto, um colar, brincos, um lenço ou uma bolsa diferente.

Pense em uma combinação bem simples: jeans + camiseta branca.

Com um tênis e uma bolsa grande, ela fica casual. Com um cinto bonito, brincos, bolsa estruturada e sapatilha, já ganha outra aparência.

A roupa é praticamente a mesma. O que mudou foram os detalhes.

E é justamente por isso que os acessórios podem ser tão úteis: eles permitem criar looks diferentes sem precisar ter dezenas de roupas.

Só tome cuidado para não achar que precisa usar tudo ao mesmo tempo.

Às vezes, um único acessório bonito já é suficiente.

Se você não costuma usar muitos acessórios, comece pelo que parece mais natural para você. Pode ser um bom cinto, um brinco delicado, um relógio ou um lenço.

Com o tempo, você descobre quais detalhes fazem mais sentido no seu estilo.

18. Uma boa Bolsa muda o Look

Bolsa é uma daquelas peças que usamos tantas vezes que vale escolher com um pouco mais de atenção.

Mas isso não significa que você precise comprar uma bolsa de grife.

Uma bolsa bonita, bem conservada e com bom acabamento pode deixar até uma combinação simples mais arrumada.

Na hora de escolher, observe as costuras, o fechamento, as ferragens, o material e principalmente se o tamanho funciona para a sua rotina.

Não adianta comprar uma bolsa pequena e maravilhosa se você precisa carregar carteira, óculos, nécessaire, celular e mais um monte de coisas todos os dias.

Também vale pensar nas cores que predominam no seu guarda-roupa.

Preto, caramelo, marrom, bege e outros tons neutros costumam ser fáceis de combinar, mas não existe obrigação de escolher uma bolsa neutra. Se você usa muitas roupas básicas, uma bolsa colorida pode justamente ser o ponto interessante do look.

O melhor investimento é aquele que você vai realmente usar.

Bolsa vinho

19. Misture o elegante com o básico

Um look bonito não precisa ser inteiro sofisticado.

Na verdade, algumas das combinações mais interessantes aparecem justamente quando misturamos estilos.

Experimente uma calça de alfaiataria com camiseta e tênis.

Ou um blazer com jeans.

Uma camisa mais elegante com uma calça simples.

Um vestido feminino com uma jaqueta jeans.

Essa mistura deixa a roupa menos óbvia e também ajuda a aproveitar muito mais aquilo que você já tem.

O mesmo vale para preços.

Você pode usar uma bolsa um pouco melhor com uma camiseta barata. Um blazer de boa qualidade com um jeans comprado em promoção. Um acessório especial com um vestido simples.

Não é a etiqueta de cada peça que determina se você está bem-vestida.

O conjunto importa muito mais.

E quando você entende isso, fica mais fácil decidir onde vale gastar um pouco mais e onde pode economizar.

20. Vista-se para você

Depois de todas essas dicas, existe uma que vale mais do que qualquer regra de moda.

Você precisa olhar no espelho e gostar do que vê.

Pode ser um vestido lindo, uma calça de alfaiataria impecável ou simplesmente aquele jeans que veste maravilhosamente bem com uma camisa.

Quando a roupa combina com você, isso aparece.

Você para de puxar a blusa, de ajeitar a calça o tempo inteiro e de pensar se todo mundo está olhando. Você simplesmente segue o seu dia.

E talvez seja justamente isso que diferencia uma pessoa que apenas está usando uma roupa bonita de alguém que realmente parece bem-vestida.

Estilo também muda.

O que fazia sentido aos 25 pode não representar você aos 40, 50 ou 60 — e não há problema nenhum nisso. Nossa rotina muda, nosso corpo muda, nossos gostos mudam.

Por isso, não tente construir um guarda-roupa perfeito de uma vez.

Observe-se. Experimente. Repita aquilo que funciona. Pare de comprar aquilo que nunca funciona.

Aos poucos, você começa a conhecer melhor suas escolhas e percebe que se vestir bem tem muito menos a ver com ter muitas roupas e muito mais com saber escolher e usar aquilo que combina com você.

Conclusão:

Depois de tantas dicas, talvez a principal conclusão seja esta: se vestir bem não depende de ter muitas roupas.

Também não depende de usar marcas caras, seguir todas as tendências ou montar produções elaboradas todos os dias.

Na prática, tudo fica mais fácil quando você começa a conhecer melhor o seu estilo e o seu guarda-roupa.

Você descobre quais modelagens vestem bem, quais cores gosta de usar, quais peças realmente fazem falta e, principalmente, quais compras provavelmente acabariam esquecidas no armário.

E isso muda até a maneira de comprar.

Em vez de levar uma peça apenas porque ela é bonita ou está em promoção, você começa a pensar: “Eu vou usar isso? Combina com o que já tenho? Consigo montar mais de um look?”

Aos poucos, o guarda-roupa fica mais funcional e se arrumar deixa de ser aquela batalha diária diante do espelho.

Não tente colocar todas essas 20 dicas em prática de uma vez.

Comece observando.

Veja quais roupas você mais usa, experimente novas combinações, faça pequenos ajustes e descubra aquilo que faz você olhar no espelho e pensar:

“É assim que eu gosto de me vestir.”

No fim das contas, ter estilo é muito mais sobre isso do que sobre seguir regras.

Perguntas frequentes

É preciso gastar muito dinheiro para se vestir bem?

Não. Preço alto não garante que uma roupa ficará bonita em você. Caimento, combinação, conservação e escolha dos acessórios podem fazer muito mais diferença no resultado.

Vale investir um pouco mais quando encontrar uma peça de boa qualidade que você sabe que usará bastante, mas também é perfeitamente possível montar looks bonitos com peças acessíveis.

Quais peças deixam uma mulher mais elegante?

Não existe uma peça capaz de deixar todas as mulheres elegantes automaticamente. Algumas opções, porém, são fáceis de combinar, como camisa branca, blazer, calça de alfaiataria, jeans de bom caimento e sapatos mais neutros.

O mais importante é escolher aquilo que combina com seu estilo, seu corpo e sua rotina.

Como ficar elegante usando roupas simples?

Preste atenção principalmente ao caimento e aos detalhes.

Uma camiseta básica com jeans pode ficar muito interessante com um bom cinto, uma bolsa bonita, acessórios e um sapato que complemente o look. Acrescentar uma terceira peça, como uma camisa aberta ou um blazer, também pode transformar a combinação.

Não é necessário usar muitas coisas. Às vezes, um único detalhe bem escolhido já muda o visual.

Como descobrir meu estilo pessoal?

Comece observando as roupas que você mais gosta de usar e as imagens de looks que mais chamam sua atenção.

Criar uma pasta de inspirações no Pinterest pode ajudar bastante. Depois de algum tempo, observe o que mais se repete: cores, modelagens, sapatos, acessórios, vestidos, jeans, alfaiataria…

Essas repetições são ótimas pistas do seu estilo.

Como comprar roupas sem se arrepender depois?

Antes de comprar, pense nas roupas que você já possui.

Pergunte se aquela peça combina com pelo menos duas ou três delas, se você teria onde usá-la e se ela realmente veste bem.

Outra pergunta muito boa é:

“Eu compraria isso se não estivesse em promoção?”

Às vezes, a resposta evita uma compra que parecia irresistível apenas por causa do preço.

Como ter mais looks sem comprar mais roupas?

Experimente fazer novas combinações com as peças que já possui.

Troque os sapatos, acrescente um cinto, use uma camisa aberta como terceira peça, mude os acessórios ou combine uma peça mais arrumada com outra casual.

Também vale fotografar os looks de que você gostou e criar uma pasta no celular. Assim você começa a montar seu próprio catálogo de combinações e não precisa reinventar o look toda vez que for sair.

O que vale a pena ter em um guarda-roupa feminino?

Em vez de seguir uma lista de “peças obrigatórias”, pense no que realmente funciona para sua rotina.

Uma mulher pode usar camisa branca e alfaiataria quase todos os dias, enquanto outra aproveita muito mais jeans, vestidos leves e tênis.

O melhor guarda-roupa não é aquele que tem todas as peças consideradas essenciais. É aquele em que as roupas combinam entre si e são realmente usadas.

Para continuar organizando seu estilo

Se depois dessas dicas você percebeu que tem muitas roupas, mas poucas combinações, talvez seja interessante dar o próximo passo e pensar em um armário mais funcional.

No artigo “Guarda-Roupa Minimalista: O Que É e Como Montar o Seu”, você encontra mais ideias para selecionar peças versáteis e aproveitar melhor aquilo que já possui.

E lembre-se: você não precisa mudar completamente a maneira de se vestir.

Às vezes, uma boa bainha, uma camisa que veste melhor, um acessório diferente ou simplesmente aprender uma nova combinação com aquela calça que estava esquecida já é suficiente para começar.

Estilo também se constrói nos pequenos detalhes.

 

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